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15/06/2015 - Participantes apontaram desafios e apresentaram reivindicações para se defender direitos das crianças e adolescentes

A tarde desta segunda feira foi reservada para os debates dos “eixos” durante a IX Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente. Os eixos são linhas de atuação que garantem a proteção infantojuvenil. 7 eixos foram discutidos:


Eixo 1 – Direito à Vida e a Saúde


Eixo 2 – Direito a Liberdade, ao Respeito e à Dignidade


Eixo 3 – Direito à Convivência familiar e Comunitária;


Eixo 4 – Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer;


Eixo 5 – Direito a Profissionalização e à Proteção no Trabalho;


Eixo 6 – Fortalecimento das Estruturas do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente;


Eixo 7 – Reforma Política dos Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente


Foram detectadas e debatidas as fragilidades de cada eixo e traçadas estratégias para se implementar o Plano Decenal, que garante as políticas públicas para as crianças e adolescentes para os próximos 10 anos.


Jovens que participaram dos debates mostraram preocupação principalmente com relação ao futuro profissional. “Tem gente que tem potencial, mas não tem oportunidade”, disse o estudante Natan Vinícius Venâncio Possidônio, de 16 anos. Para ele, faltam cursos e estrutura para que os jovens pensem numa profissão. “E se eu conseguir passar num vestibular, vou precisar de transporte para ir todo dia para outra cidade, vou precisar de condições para estudar”, ressaltou Natan.


Os adolescentes revelaram que os empresários da cidade também não sabem valorizar o trabalho dos jovens e adolescentes. Muitas vezes eles são explorados como mão de obra barata. E muitos sentem dificuldade em conseguir um emprego: “Falta oportunidade. É difícil ser contratado aqui em Reserva. Eles te contratam pela aparência, pela sua situação financeira, pelo nome que sua família tem”, destaca Paulo de Oliveira Barba, auxiliar administrativo de 18 anos.


Outra fragilidade apontada pelos participantes diz respeito à Identidade Cultural. Ivonete Valecki da Silva Berger trabalha na Casa Familiar Rural e trouxe essa discussão: “Qual é a cultura de Reserva? O que representa a cidade? O tomate? A madeira?”. Para Ivonete, construir uma identidade cultural ajuda o município a ter mais foco e mais união, principalmente nos investimentos. “Reserva perdeu sua identidade e temos que tentar resgatar isso”, disse Ivonete.


A assistente social Telma Viana da Cruz, uma das organizadoras da Conferência, resume a lição tirada nesse encontro: “As fragilidades entre os eixos são comuns. A dificuldade é a falta de recurso humano e a necessidade de articulação da rede de proteção à criança e ao adolescente”.


Depois das discussões , as instituições engajadas na proteção das crianças e adolescentes se reuniram para eleger as pessoas que vão representar o município de Reserva na Assembleia Regional.

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